Felizmente a mídia começa a nos dar atenção. É apenas o começo, esperamos que não demore muito para que uma solução seja nos dada. Leia esta matéria veiculada na Folha de Pernambuco, no dia 31/07/2007.
LAFEPE TEM QUE RETIRAR TERCEIRIZADO
Procuradoria pressiona por demora em contratar aprovados em concurso
Kele Gualberto
A 6ª Procuradoria Regional do Trabalho cobra celeridade do Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe) para substituir os funcionários terceirizados pelos concursados aprovados em abril. O procurador do Trabalho, Fábio André de Farias, criticou a demora para a convocação dos funcionários para preencher as 358 vagas, distribuídas em vários cargos.
Na próxima quinta-feira, Farias terá uma reunião com o presidente do Lafepe, Luciano Vásquez, onde deverá ser apresentado um calendário concreto com as datas e os números de pessoas chamadas.
Hoje, o segundo maior laboratório público do Brasil possui 440 funcionários nos setores industrial e administrativo, sendo mais de 200 terceirizados, de acordo com o presidente do Lafepe, Luciano Vásquez. O penúltimo concurso foi realizado há dez anos. Por determinação da Procuradoria do Trabalho, em meados de 2006, foi instaurado um inquérito contra o Lafepe para que realizasse um novo concurso público.
“Sei que existem muitas dificuldades de natureza pessoal, como funcionários que estão perto de se aposentar e outros que estão há muito tempo e vão ficar desempregados. Compreendo tudo isso, mas não vou abrir mão de cumprir o que está na lei”, afirmou Farias.
De acordo com o procurador, a empresa não pode colocar terceirizado para assumir atividade fim. “Desde junho, estou negociando com o Lafepe para que chame todas as pessoas classificadas, para que preencham as vagas, que estão sendo ocupadas irregularmente”, destacou Farias.
Segundo Luciano Vásquez, o processo está lento porque a área é estratégica e precisa de um certo tempo para treinar os novos funcionários. “Na parte administrativa, as pessoas estão sendo convocadas aos poucos. Agora, na parte operacional de máquinas é que vamos levar mais um tempo. A idéia é convocar uma parte, por exemplo, uns dez a 20, e colocá-los para trabalhar junto com os terceirizados”, afirmou.
O receio de Vásquez é de que a falta de experiência dos futuros funcionários possa reduzir a produção do Lafepe, que possui prazo determinado para a entrega de produtos ao Ministério da Saúde. “Existe, por exemplo, fonoaudiólogo que passou no concurso. Essa pessoa nunca operou uma máquina. Ela precisará de período de adaptação”, destacou. Depois de 30 dias, a diretoria do Lafepe irá avaliar o trabalho realizado pelos aprovados. O Lafepe produz mais de um bilhão de medicamentos por ano, entre eles, anti-retrovirais (medicamentos de combate ao HIV), Vitamina C e Captopril.
GOSTARIA DE RECEBER UMA RELAÇÃO DAS EMPRESAS QUE PRESTA , OU JÁ PRESTOU SERVIÇO TERCERIZADO PARA OS CORREIOS DE PERNAMBUCO ?
ATENCIOSAMENTE .
ALEXANDRE DE JEUS GUTIERREZ .